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Acorda!

Por: Abduxaliq Uyghur
1921, Turpan

Vamos, pobre uigure, acorda, já dormiste o suficiente,
Despojado, não mais tens a perder que a própria vida.
Se não te salvas desta morte,
O teu fim chegará, o teu fim chegará.

Levanta-te! Disse, levanta a cabeça, sai desse sono,
Decapita o teu inimigo, espalha o seu sangue!
Se não abres os olhos e olhas ao redor,
O fim da tua frustrada existência é certo.

O teu corpo parece já sem vida,
É por isso que és indiferente à morte?
Mostras-te insensível aos meus apelos,
Queres morrer assim, sem despertar?

Abre bem os olhos, olha em volta,
Pensa bem no futuro,
Se deixas escapar esta oportunidade,
Amanhã não haverá mais que arrependimento.

O meu coração tem pena de ti, ó meu uigure,
Meu companheiro, meu irmão de raça e de sangue,
Com a alma ardente te chamo,
Mas não me ouves, porquê?

Um dia virá que te arrependerás,
Nesse dia entenderás a razão do meu apelo.
Entenderás, mas será tarde demais,
E então aperceber-te-ás da sabedoria de Uyghur.

© Portuguese translation by: Luís Romão
Feb 19, 2005

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